K-Mart

Tom Cruise (Charlie Babbitt):  Who took this picture? 

Dustin Hoffman (Raymond Babbitt):  D-A-D. 

Tom Cruise (Charlie):  And you lived with us? 

Dustin Hoffman (Raymond):  Yeah, 10962 Beachcrest Street, Cincinnatti, Ohio. 

Tom Cruise (Charlie):  When did you leave? 

Dustin Hoffman(Raymond):  January 12, 1965. Very snowy that day. 12.2 inches of snow that day. 

Tom Cruise (Charliet): Just after Mom died. 

Dustin Hoffman(Raymond): Yeah Mom died January 5, 1965. 

Tom Cruise (Charlie): You remember that day. Was I there? Where was I? 

Dustin Hoffman(Raymond): You were in the window. You waved to me, “Bye bye Rain Man”, “Bye bye.” 

Tom Cruise (Charlie): [talking to the woman who answers the door] I’m sorry ma’am, I lied to you. I’m very sorry about that. That man right there is my brother and if he doesn’t get to watch ‘People’s Court’ in about 30 seconds, he’s gonna throw a fit right here on your porch. Now you can help me or you can stand there and watch it happen. 

Dustin Hoffman(Raymond): Ten minutes to Wapner. 

Dustin Hoffman(Raymond): Gotta get my boxer shorts at K-Mart. 

Tom Cruise (Charlie): What difference does it make where you buy underwear? Underwear! Underwear is Underwear! It’s Underwear wherever you buy it! In Cincinatti or Wherever! 

Dustin Hoffman(Raymond): K-Mart! 

Tom Cruise (Charlie): You know what I think Ray? I think this autisticism is a bunch of shit! Because you can’t tell me that you’re not in there somewhere! 

Dustin Hoffman(Raymond): Boxer shorts. K-Mart! 

The Bridge

 

 

Ontem, assisti ao documentário The Bridge de Eric Steel de 2006.

Inspirado por um artigo intitulado The Jumpers (Tad Friend para The New Yorker- 2003) o diretor realizou um ano de filmagens nas redondezas da Ponte Golden Gate.  Seu intuito: filmar os últimos momentos das pessoas que escolhiam aquele local como meio para o suicídio. 

Além das imagens realizadas na ponte, foram colhidos depoimentos de parentes e amigos dos que se suicidaram.

É difícil dizer se me parece justo com aquelas pessoas que suas imagens sejam assim tão simplesmente filmadas e distribuídas. Quadro a quadro de quedas cinematográficas, a angústia ao observar a água, os movimentos hesitantes ao longo das grades. O suicídio é um ato solo que pouco compreendemos.

Mas compreendo o papel da Arte, da Comunicação e, principalmente, a curiosidade humana.  Conseguimos nos identificar com aquelas pessoas reais que sofrem e não suportam suas dores.  Devemos nos identificar com esses indivíduos porque a capacidade de nos sensibilizar com a realidade do outro é uma das condições para nossa sanidade social.

As dificuldades enfrentadas por aquelas pessoas são mais que cotidianas: problemas amorosos, financeiros, problemas de auto estima, perda de entes queridos, distúrbios psicológicos. Dores pelas quais passamos todos os dias e a dor pode ser surpreendente.

Qual é a linha que nos separa? Uma ponte. Talvez uma ponte não tão longa como gostaríamos de imaginar.

Andrei Tarkovsky

One of the greatest directors, in my opinion, a great artist, and an amazing photographer. Andrei Tarkovsky’s work is very special, with a higher sense for creating image as a dream. His movies are some kind dialogue with our subconscious. Paintings in motion.

That’s no words to describe his work, we need to feel it. Embrace it; for it seems to be in the geneses of what we understand of humam beings.

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Andrei_Tarkovsky_filmography

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Alice – Neco Z Alenky

A beleza de certas histórias está sempre a nos surpreender- não importa nossa idade – e fornece material para releituras geniais, em diversos momentos.

A aventura daentendiada garotinha chamada Alice que é presenteada por Lewis Carroll com cenas espetaculares receberá sua mais nova versão para o cinema. Adoro Tim Burton, mas – não me levem a mal – todo esse movimento tecnológico-digital está ficando um pouco cansativo…

Por isso, resolvi escrever sobre outra Alice; uma Alice, não menos surreal – como todas elas devem ser – mas, um pouco mais sombria, assustadora, e bem menos’ infantil’: trata-se de Neco Z Alenky de Jan Svankmajer de 1988.

O filme é um trabalho incrível das técnicas de live action e stop motion o que traz uma sensação de estranheza e beleza. As personagens, além das tradicionais: Chapeleiro Louco, Coelho Branco, a Rainha de Copas, são seres que poderiam, facilmente, ter saído de algum filme de terror: esqueletos de animais, porcos que choram como bebês, minhocas que falam através de suas dentaduras e outras…

Todo esse universo foi dramaticamente iluminado:  sombras bem definidas>  iluminação vindo do alto, muito contraluz; tudo usado com pouca compensação.  A fotografia é de Svatopluk Maly; volumoso, tenso, como o mundo daqueles que enfiam cogumelos e poções mágicas na boca deve ser.

Neco Z Alenky ainda reserva surpresas, com cenas interessantíssimas não encontradas no livro, mas que dão novo sabor á história; e ainda permite ao espectador uma reflexão sobre esse louco sonho da fofa protagonista. Alice (como é conhecido em versão em inglês) é uma ótima opção para aqueles que apreciam o cinema como arte, a fotografia como função primeira dessa arte e, claro, um excelente livro. 


Direção: Jan Svankmajer

Produção: Peter-Christian Fueter

Escrito por: Lewis Carroll e Adaptação: Jan Svankmajer

Staring: Kristvina Kohoutová (Camila Power – Versão Inglês)

Edição: Marie Zemanoyá

Fotografia: Svatopluk Maly

País: Checoslováquia

Affonso Beato

O cinema é uma de minhas paixões e poço sempre fresco de alimento para minha mente. A fotografia em cinema é um dos trabalhos mais maravilhosos, em minha opinião; responsável por momentos absolutamente inesquecíveis na vida de cada indivíduo nesse planeta.

 Ás vezes é difícil dizer se  encanto-me com as histórias contadas ou pela forma com que são contadas: closes, temperaturas diversas. O cinema é material de pesquisa ativo, mutante.

 Um dos fotógrafos brasileiros que tenho prazer em acompanhar é Affonso Beato, um dos mais requisitados de sua geração. Tem em sua história trabalhos com Glauber Rocha, Walter Salles, Nelson Pereira dos Santos, Pedro Almodóvar (com os longas: Carne Trêmula, Tudo Por Minha Mãe, A Flor do Meu Segredo) E ainda, foi responsável pela fotografia do filme A Rainha.

 Neste trabalho, Beato trabalha com a linguagem fotográfica para retratar dois mundos completamente diferentes: o Primeiro Ministro Britânico Tony Blair (na época recém eleito) e a Rainha Elizabeth II; para tanto foram usadas três formas de imagens:

 – As cenas da família real foram feitas com câmera em tripé, 35mm, com movimentos lentos, quase estática.

 – As cenas de Blair foram feitas em Super 16, com câmera na mão, o que trouxe muito mais ação ás sequências.

 – Além disso, Beato utilizou cenas de noticiário, dando um enfoque documental,  dinâmico e trazendo tensão – própria da linguagem televisiva – ao tema do acidente da Princesa Diana.

 

 Portanto, a importância do tema é potencializada pela forma que utilizamos para exibi-lo; ou seja, linguagem, vai além da simples definição do instrumento fotográfico, mas dos métodos usados através deste instrumento.

 Fotografar algo requer estudo do objeto, dos significados e significantes envolvidos, em busca pela maneira revigorante de representação do mundo.