Nossa imagens

Com o advento da fotografia digital vimos um BOOM de imagens. A produção fotográfica – por qualquer meio – telefone celular, web cam, máquina fotográfica digital, etc. – disparou em números que mal podem ser calculados. Os instrumentos aliados aos meios de propagação dessas imagens facilitaram sua divulgação, disseminação e popularização.

Esse fenômeno trouxe ares de unidade ao planeta, as distâncias parecem não significar quase nada; admiramos produções visuais sendo criadas em tempo real do outro lado do mundo.

A questão é que somos os mesmos seres humanos, ou, se sofremos mudanças, elas ainda não podem ser notadas. Nossos aparelhos cerebrais não conseguem armazenar um número maior de imagens, posto que, nossa memória não sofreu ‘up grade’. Ainda conservamos as mesmas capacidades de retenção daquilo que foi visualizado por nossos olhos e então, questiono: clicamos demais? Existe utilidade real para o ‘mundo’ de produtos visuais que estão sendo criados nesse momento, jogando na rede, estocados em computadores, em cartões, em CDs, em pen drives, em todo mundo, sendo que nossa sensibilidade não consegue absorver boa parte do material produzido? Estamos nós outros, da área da fotografia trabalhando com inteligência e qualidade? Produzimos material relevante, importante, em última análise, memorável?

A busca pelo trabalho e elaboração de caminhos inusitados parecem se perder em meio ao apelo pela quantidade. As barreiras entre a produção em massa de imagens digitais e os trabalhos criativos podem definir nossa geração, a primeira da era da imagem digital.

Pensando em trabalhos criativos com imagens criadas em todo o mundo, gosto das idéias de Craig Giffen criador do HUMAN CLOCK (http://www.humanclock.com/)

O conceito é genial: as imagens exibem o horário do dia. Somente isso. Bem, temos 1.440 minutos ao longo de 24 horas no dia, isso significa que é possível visualizar muitas imagens diferentes em um só dia! Mas, o mais divertido: no início, Graig fazia tudo sozinho, hoje é possível enviar a sua prórpia criação, uma paisagem e um horário, sua família e um horário, o que você quiser fotografar e um horário.

Para visualizar as horas, basta clicar em View The Clock

Algo divertido, simples e muito criativo.

Interessante para saciar nosso desejo de fotografar, ou, apenas, nosso desejo em utilizar os meios mais modernos (ou não) e possíveis  para registro de imagens e capturar um momento no tempo. Graig Giffen é , ainda, o criador o HUMAN CALENDAR.

 

images from humanclock.com

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