Alice – Neco Z Alenky
A beleza de certas histórias está sempre a nos surpreender- não importa nossa idade - e fornece material para releituras geniais, em diversos momentos.
A aventura daentendiada garotinha chamada Alice que é presenteada por Lewis Carroll com cenas espetaculares receberá sua mais nova versão para o cinema. Adoro Tim Burton, mas – não me levem a mal – todo esse movimento tecnológico-digital está ficando um pouco cansativo…
Por isso, resolvi escrever sobre outra Alice; uma Alice, não menos surreal – como todas elas devem ser – mas, um pouco mais sombria, assustadora, e bem menos’ infantil’: trata-se de Neco Z Alenky de Jan Svankmajer de 1988.
O filme é um trabalho incrível das técnicas de live action e stop motion o que traz uma sensação de estranheza e beleza. As personagens, além das tradicionais: Chapeleiro Louco, Coelho Branco, a Rainha de Copas, são seres que poderiam, facilmente, ter saído de algum filme de terror: esqueletos de animais, porcos que choram como bebês, minhocas que falam através de suas dentaduras e outras…
Todo esse universo foi dramaticamente iluminado: sombras bem definidas> iluminação vindo do alto, muito contraluz; tudo usado com pouca compensação. A fotografia é de Svatopluk Maly; volumoso, tenso, como o mundo daqueles que enfiam cogumelos e poções mágicas na boca deve ser.
Neco Z Alenky ainda reserva surpresas, com cenas interessantíssimas não encontradas no livro, mas que dão novo sabor á história; e ainda permite ao espectador uma reflexão sobre esse louco sonho da fofa protagonista. Alice (como é conhecido em versão em inglês) é uma ótima opção para aqueles que apreciam o cinema como arte, a fotografia como função primeira dessa arte e, claro, um excelente livro.
Direção: Jan Svankmajer
Produção: Peter-Christian Fueter
Escrito por: Lewis Carroll e Adaptação: Jan Svankmajer
Staring: Kristvina Kohoutová (Camila Power – Versão Inglês)
Edição: Marie Zemanoyá
Fotografia: Svatopluk Maly
País: Checoslováquia
Coletivo
Algum tempo atrás, tive a idéia de desenvolver um projeto para reformulação de atividades do ensino pré-escolar no qual sugeria ás instituições participantes que substituíssem as aulas de Artes Plásticas por aulas de Teatro.
Minha sugestão baseava-se no fato de que – sem demérito para as atividades individuais – a segunda, poderia desenvolver senso de cooperação, amizade, coleguismo, além de demonstrar aos pequenos nossa interdependência no mundo e a importância de cada um de nós para o crescimento uns dos outros.
Tendo estudado ambas as atividades, entendia que o processo criativo poderia fluir tanto pela Pintura, Desenho ou Escultura, como pelos caminhos da Interpretação, da Literatura. Mas, percebia que o Teatro funcionaria como um meio maior, abraçando, não só suas funções, mas desenvolvendo noções de espaço, liderança, e, o mais importante, noção do conjunto, do grupo, algo importantíssimo para a formação do ser humano.
O resultado da realização de uma peça teatral é o esforço de profissionais de áreas diversas – atores, diretores, maquiadores, técnicos de luz e som, autores, figurinistas, coreógrafos – que, absolutamente, não conseguiriam chegar a um denominador caso algum dos elos dessa corrente se rompesse ou não trabalhasse em dedicação á sua função, agregando elementos, vitalidade.
Cada função é tão importante e única, que são complementares.
Assim é o mundo. Os processos são realizados por grupos de pessoas dedicadas á causas afins. Pessoas diferentes, com objetivos pontuais.
Nunca cheguei a apresentar a tal proposta, mas alegro-me em ver que as antigas ‘cia´s de teatro’ ultrapassaram as coxias e transfiguraram-se em grupos com ideais (ainda) revolucionários e criativos, com propostas que buscam, efetivamente, a atividade artísitca em seus diversos ramos e o bem Coletivo: www.coletivodmg.com.br/
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Imagem: Ilustração de Giacomo Franco, em Giacomo Franco e Jacopo Palma II, Regole per Imparar a Disegnar, Venice (Sadeler) 1636
Photo Journalism – Getty Images
Como bem sabemos, o período de festas é praticamente impossível fazer algo fora do previamente definido, sempre em correria, entrando rápido, saindo aos trancos; e foi assim que encontrei algo interessante em uma livraria, mas não podia verificar com mais calma.
Janeiro, ao contrário, é o mês da tranquilidade.
Tive a felicidade de começar 2010 com a aquisição de um livro que encontrei em prateleira no Natal do ano passado: trata-se do Photo Journalism Editado pela Könemann com imagens da Getty Images.

O livro nos leva ao longo de 160 anos de história da fotografia – por que não dizer, da história da humanidade – através de cenas cotidianas ou grandes eventos como espetáculos musicais, guerras, manifestações, além de apresentar portraits de grandes indivíduos que nos moldaram e colocaram seus nomes em nossa caminhada como Darwin, Monet, Rodin, ou mesmo, a belíssima, Mata Hari. As sessões são divididas em duas partes escolhidas por:
Nick Yapp de 1850 a 1918 – a vida das ruas, Indústria, casa e transporte, Artes, pessoas, aviação, Ciência, Revolução Russa, conflitos, Primeira, Guerra, entres outros;
Amanda Hopkinson de 1918 ao presente – o nascimento do Fascismo, Nazismo, Segunda Guerra, Pós Segunda Guerra, Guerra Fria, Cinema, espaço, esporte, anos 1980, a saúde do planeta, 9/11, entre outros.
As imagens são seguidas de descrições dos acontecimentos em três idiomas, o inglês, francês e alemão, o que o transforma, o livro, em objeto de pesquisa de vida.
São mais de 800 páginas que, absolutamente, nos transportam para outro Universo, aquele em nos perdemos como seres iguais, de uma raça inventora de uma máquina que capta luz.
Conhecer a nossa história, através dessas imagens, em última análise, desses relatos, não só nos torna melhores como seres humanos, mas, alimenta nossas mentes para processos criativos futuros, em busca constante das melhores representações de nossas realidades através de nossa arte, nossa voz: a fotografia.
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Casamento Lisa e Douglas


Normalmente, não escrevo antes das imanges.
Sempre acreditei que falam por si mesmas.
Mas, para as imanges do Casamento de Maria Elisa e Douglas, porém, gostaria de fazer observações: agradeço minha amiga Vanessa pela confiança e parceria para realização deste trabalho e gostaria de desejar toda a felicidade para esse casal que se tornou tão querido.





































